segunda-feira, fevereiro 19, 2007

tudo

Confesso que senti
confesso então que tudo era feito de mentira e desejo
vejo a loucura na minha frente a enganar todos os sentidos
icentivando o ato insano do desejo e da paixão
não percebendo o que vai acontecer quando o tempo passar
tocarei a consciência e desafinarei do meu violão
prestando atenção para todos os acordes dissonantes
que distoam da minha ética
ética
ética
ética
e quem disse que a ética seria para sempre a te guiar
todos os teus atos de rapaz direito comportado meiguinho
então, meu amor, os acordes da guitarra se sucedem cantando a história de um amor feito de desespero, temporal e lágrimas
meu amor que não presta atenção ao valor
de quando você dorme. da noite.
do mistério da pseudo-iluminação da noite que vai se tornar dia
do exato momento mais frio. da saliva mais pura.

do coração culpado
a história de teus erros enumerados de um até trinta e sete
do teu futuro passado que se faria de roupas pesadas e pouco dinheiro
de caminhadas longas até a estação de metrô no frio de fevereiro
da tua ânsia de voltar para casa em pleno agosto
e sentir o inverso de teu verão estrangeiro
e ver quantos por ti esperavam
nem lá nem cá
mas sim dentro de ti.

Vais continuar fingindo? Vais?
Advogue para todos a tua mais invulgar verdade
que é a confissão da loucura planejada e racional
tome de assalto o mundo que pensas ser teu
escrevas as palavras que pensas fazer sentido
traduza em palavras cada aperto no coração
cada frio no estômago
cada alegria momentânea
cada felicidade descarada que cada vez mais tem que ser disfarçada
não pode ser sentida
Se eu tenho que ir
(farei através de cornetas e baterias num ritmo compassado)
promoverei o maior dos festivais
Se eu tenho que ir
Irei pensando no seu amor
E no quanto representei
Mas tudo foi uma mentira baseada numa verdade
Tentei a morte
Em janeiros perdidos tentei a morte
Estrangeiro naquela terra tentei o lago quase congelado
quase morno por conta do clima louco
meu sangue estancou
estancou
estancou e não vi nada.
só pessoas de branco falando aquela língua estranha e sem vida
Eu poderia dizer que a vida fora uma violência desde o início.
Ando. Ando em um dia qualquer de junho por minha terra. Apressado, enfiado em meu casaco caminho fugindo da vida. Fujo de tudo o que tem vida e evito dizer eu te amo pois não amo, evito dizer sinto muito pois não sinto. Todos os garotos não passavam da mesma pessoa. Se um dia pensei ser sensato essa sensatez se fez com meus vinte e dois anos. De mãos dormentes. Mãos. E então vi-me com vinte anos e com minha capacidade de dramatizar proto-emoções. Como uma criança pode se apaixonar perdidamente? -Mas não é possível. Era então a infância a idade mais dourada, mais iluminada. Construí sorrisos perfeitos aos cinqüenta e sete anos. Homem de idade. Sentado em meu sobrado sem qualquer amor para apoiar a cabeça. Na compania de cheiro de mofo e livros amarelados nunca lidos.

Vivo os meus sonhos hoje
Vivo os meus sonhos ontem
Vivo os meus sonhos amanhã

Não será assim Assim nunca será. da miséria e da estupidez do meu tempo
da apatia geral de todos
que não se mexem e não gritam
e jogam o braço para o alto para gritar em coro
um grito único feito de instinto
e assim seria.

o que tenho a dizer?
confesso que traí sentimentos e emoções
olhei para fora e vi mais a solidão
afundando num eterno adeus
daqueles que apesar de dados não vêem a separação
precisarei de três juízos finais para entender
o que não entendo agora.

terça-feira, janeiro 02, 2007

e o que restava era seguir em frente

Faça do melhor verão que existir todo o seu passado inventado!
O teu passado inventado!
O teu amigo inventado!
A tua certeza inventada!
A tua música inventada!
A tua amiga inventada!

Mande-a cantar aquela canção, aquela que fala sobre andar pelo mundo
Depois lembre-se que você está em um dia qualquer de dezembro
Esperando o ônibus que te levará para o trabalho
E a temperatura ficará acima dos trinta graus durante todo o dia
Quando sair do trabalho, lembre-se de ter a certeza de alguém que te ama
E invente também um amor para você
E talvez um guarda-chuva, pois já a chuva se avizinha e você sabe como é...
Quando chove muito assim o seu tênis fica encharcado...
Mas, tenha em mente que um imenso fim de verão se aproxima
E quando Abril chegar... Ah quando Abril chegar, terei os meus filmes e desejos realizados
Diretamente de uma tarde feita de sono e música
Como uma paixão feita de palavras e olhares

É uma grande decisão que tens que tomar nessa cidade chamada desespero
E desconfiança
E fingimento

E invente o melhor dos bons dias para os visinhos
Invente o melhor estou bem para a sua família

Mas não invente para si mesmo um não ligo
Pois aquilo doía tal e qual fogo ardente
E não invente um salvo-conduto para as tuas faltas
Pois ela não tem culpa de te ter assim
E você tem, tem muita, por ter um dia escolhido
Viver dessa forma... Ninguém te pediu essa rebeldia descabida

Agora chora, chora como na música do Cartola
E ouça o que eu vou cantar desafinadamente
Porque toda uma vida assim não seria desespero a toa

Silêncio... são duas horas da manhã e feche os livros!
Amanhã tens que provar para si mesmo que você está vivendo
E não és mais aquele palhaço que queriam que fosses

Vais descer as ladeiras embalado pela bateria
E depois descobrir que o tempo é algo que realmente destrói tudo
Quando vires, já estarás a brincar no meio do ano
Com diferentes canções e diferentes pensamentos

Mas por dentro, por dentro estará sempre a viver naqueles dias
Naqueles dias....

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não há prejuízo em lamentar os sonhos
em manhãs de domingo
não há presunção em querer relembrar
um reino antigo que de tão novo
nos convencia de sua ancestralidade
aquela seria a pior das constatações
verborragicamente ficaste preso ás convenções
da melhor forma de se escrever
e de se portar
de se importar
meu amor, estou agora no verão
mas quando outra estação chegar que não essa
voltarei para a nossa casa
e direi em teu ouvido:
foi este o tamanho da tua presunção?
ousaste a toa por nós dois?
que não merecemos nada nada mais
as árvores agora estão com as folhas verdes
e continuarão junho a fora
provando que a minha espera por ti
será eterna
não estou em Paris
nem você em qualquer outro lugar
pois você morreu
e este tempo não é mais teu
também o meu tempo é outro
e a música é outra
e a dança é outra
e tudo é outro
e o presente é passado
o passado não existe
o futuro é o presente
sempre passado
tecnicamente pelos especialistas do tempo
Por que não roubamos alguma coisa?
Por que não experimentamos fazer algo errado?
Por que não voltamos há oito anos atrás
E tentamos consertar o que aconteceu...

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Tire do momento a inspiração que você tiver. E a que você não tiver.
Naquela noite ele sonhara com o mar
E ouvia aqueles versos do
‘Sans Toi’
E dizia: TE AMO
Silenciosamente
Foi quando aprendi a te amar

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Se acreditas no inferno é para lá que vou. Lá onde as coisas acontecem
Não vou levantar no juízo final
Direi: voltemos a dormir e a fornicar
E Ele não vai insistir
Ele tem mais o que fazer

O Diabo atenta a todos

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O tempo passa e eu ligo, ligo muito
Envelhecerei e nunca sentirei a plenitude
Amar até o fim
E o resto, continue sendo o resto

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Vou chover em você. Deixo me ver em você.
Deixa-me fazer os meus versinhos
E as minhas rimas piegas
Deixa-me querer inovar dizendo que aquilo é novo
Quando na verdade não é
É mais velho que tudo
Como se tudo que tivesse para ser dito já foi dito.
Êta angústia velha

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meu amor, passaram-se as flores
passou-se o tempo
e tu já és um velho
e eu... talvez o velho dos velhos
ah, como isso há de acabar
tua mão de velhinho enrugada
arranca a margarida do chão
tem terra na tua unha
e tu já és um ancião

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você que ousou ter contato com pessoas normais
você que caminhou pelas noites mal dormidas de seu bairro familiar
você que das noites de sono tirou sustento para todo um dia
você que dos medos interiores fez músicas lindas
você que declamou o que não sentia e escondeu o que sentia
você que dançou calypso em tardes distantes
você que se atreveu a comer o que não era saudável
você que fingiu sentir prazer ao admirar as belezas divinas
você que mentiu para a louca que um dia a discórdia trouxe
você que escondeu todo os erros cometidos
você que não viu o amor se ofertando e acontecendo por toda uma estação
você que evitou o beijo com medo de sentir amor
você que sonhou ter encontrado o amor de sua vida enquanto caminhava embaixo de um sol violento de 18 de novembro
você que se encolheu em teu casaco pequeno com medo de confessar a alegria de um dia com chuva

venha ver o que não aconteceu no esplendor de uma poesia bonita
venha sentir o que poderia ter acontecido no limiar de uma explosão
num momento já
numa possibilidade que já se foi

talvez se naquele dia eu não tivesse consumido meu desejo
todo um ano não se teria concretizado

talvez sempre o talvez
ainda és o mesmo que um dia saiu mais cedo de casa para pegar o ônibus quando ainda era escuro
e escrevera momentos depois que era bonito ver amanhecer dentro do ônibus
e o pouco do raio de sol que te esquentava não bastava para o vento duro que vinha da janela
para as mãos geladas e nuas sem luvas que não encontram outro abrigo a não ser em outra mão gelada fria e sem luva
o amor fraternal era cru e sincero
qual o amor materno e do seio perdido na imensidão cósmica do tempo
mas ao meio dia o sol já era maduro e tu te deixavas envolver pelo sol
só não deixes entardecer
as cinco e meia o holocausto recomeça
e teu nariz gelado te traz pra casa quando já se faz noite
e a cama te espera
e a cama te expulsa para um reino de gelo
e não há cobertor para bochechas

um grito de glória
para o fluxo de consciência que não se interrompe em noites feitas de comidas não comidas
em tardes feitas de livros não lidos
e de declarações fraternas não ditas
e de declarações familiares não ditas
e de declarações de ofensas reprimidas

eu dedico todo um pouco da minha ignorância

você que ouviu aquela canção que só ouve em dias frios
e que no final de dezembro a ouviu e o calor era rei
tentou tapar os ouvidos
mas a música entrou dentro de ti e te trouxe para uma outra época
onde o cheiro da vida é mais sutil e tudo finge se acalmar

você que um dia ofertou um vaso cheio de flores
e que depois tirou uma a uma arrependido de tanto amor
envergonhado de tanta verdade
envergonhado de seu ato continuou numa atitude tão bonitamente infantil
tirou todas as florzinhas uma a uma
e vários copos de cerveja não adiantaram

você assassinou a sinceridade e teve vergonha de ser feliz

você deu descarga
você deu adeus àquela
aquela que foi pra longe
tentava congelar o momento, a manhã de junho de nevoeiro na ponte
e pensar que aquele momento não iria terminar
que a ponte teria a distância infinita e que no aeroporto nunca iria chegar
você se sentiu surpreso pelo frio
e quis voltar e não ver a separação
que o destino nos impõe

e então seu desejo se tornou realidade
e estavas na praia a comer caranguejo
e o sol era de um janeiro preguiçoso e a tarde nunca iria acabar
e os siris afogados na panela tinham suas carnes expostas
para o desespero dos verões
e os trabalhos adiados
e os trabalhos que nunca seriam feitos

e então era tarde demais para voltar atrás

você tinha chegado a vida
e o que restava era seguir em frente

sexta-feira, dezembro 29, 2006

sessenta e quatro

e a felicidade o que era? a escrita contínua de um esplendor de fim de ano e de tristezas anunciadas e de vontades nunca cometidas? talvez um verão que sempre presente nos faz pensar em tempo cíclico? era o que conseguiria definir numa poesia ou numa declaração de carinho e de afeto? era a quebra de uma unidade?

Diria ele
Diria eu
Diria ele
Diria eu

olhando esse ano eu poderia dizer para mim e para ele que no momento não consigo ter a verdade
que de um feliz 83 era o que precisávamos
afinal você finalmente completará 64 anos
E terá a sua samambaia
E seu gato
E seus discos de jazz
E tomará o teu chimarrão
As cinco e vinte e sete da tarde
Da tarde que se anuncia bruta
Precipitada
Tarde de Porto Alegre
Tarde que nunca triste
Se faz apressada
Para logo dar lugar a noite
16 de Junho de 19...
Te vi na rua a dirigir o carro
Estavas sozinho

E agora sim, naquele fim de ano eu pensava o quanto fui tolo em deixar tudo correr para aquela direção
No dia 31 de dezembro de 1982 eu fui a praia sozinho.
E levei comigo o seu livro
E senti a solidão de apartamentos vazios sem porteiros e sem crianças
de mármore frio
e minha mão de velho tocou o corrimão que sempre estava frio
minha casa tinha samambaias e gatos
mas não tinha você
pois tu já eras morto
morto em sessenta e sete
balas alvejadas

E eu tolo o suficiente em acreditar na sua volta naquele fatídico dia
E te esperei até as duas da manhã...
Problemas... amanhã estarás de volta
E o almoço se fez sozinho
E a tarde angustiada
E a noite desesperada
A madrugada não dormida
Depois a manhã
O telefonema
O zumbido...
A viagem para o Rio

O mesmo mármore frio
Se estivesses vivo completarias 64 anos

Recordo-me quando cantavas when im 64

Hoje eu vou a praia
Sozinho
com 70 anos de coração apertado
E comedimento

Ficarei na praia e pegarei carona nos barcos de Iemanjá
E ela me levará para o reino perdido onde estarás tu
A me esperar de peito aberto no auge de seus sessenta e quatro anos
No sul do meu coração
Habita uma lagoa feita de lágrimas choradas em vão

Obrigado Iemanjá por me levar para o lugar sagrado
Pode seguir viagem
vá com seu barquinho azul
Que daqui não saio mais

que daqui não saio mais...

sexta-feira, novembro 24, 2006

petropolis

faltava então fazer aquilo
que o início de dezembro havia te dito

levantar a voz não adianta
falar devagar não adianta

São mais de cem quilômetros que me separam de ti
Estou indo de te ver esse final de semana
Com o coração apertado de angústia gostosa
E com o colo cheio de banana
Para ti e para tua mãe

Na volta iremos a praia
E eu te direi um negócio em teu ouvido
Que nem eu escutarei

No verão que vem vamos para bem longe
Te levarei pela mão
Cantarei aquele refrão
Da salada de frutas que irás fazer na praia

E quando em casa chegar, lembrarei que faltam somente vinte e três anos para o século acabar
E que você será aquela que um dia
Poderá cantar para todos
O nosso refrão

"Pois o homem que sabe o que quer...."
Serei eu a tua toalha?

Pode deixar que da próxima vez não te esbofetearei como o fiz
Na semana passada
Fiz aquilo por amor

Quanto ao churrasco, espero que dias melhores virão
A faca e o sangue não serão aqueles que me farão chorar e lembrar que um dia
quase morri pelo seu amor...

domingo, novembro 12, 2006

2008

Olhei para o passado nostálgico
Olhei para o futuro arrependido
E me vi chorando
Não era e nunca seria bom sentir dor

quarta-feira, outubro 25, 2006

Foi

Era verão
Surpreendido aterrando a todos um bolo de abacaxi estava na mesa
E não havia descarga mais violenta de poesia do que aquilo
Era quatro e meia da tarde
E do dia esgaçado se fabricava um temporal
Daqueles que beijam sofregamente
O chão
Mas dentro do apartamento
O bolo dizia a todos
Que haveria ainda muitos dias de calor
O rapazinho então parou em frente à mesa
E sentiu a vida pulsar de forma tão fraca e disse:
-O mundo está de férias


Janeiro - Janeiro - Janeiro - Janeir0 - Janeiro - Janeiro - Janeiro - Janeiro - Janeiro - Janeiro

quinta-feira, setembro 07, 2006

FRIO

Congelaste o teu início de primavera. Então, ele, o inverno desmoralizado resolveu mostrar a sua cara de forma tão nua e crua. Nem a beleza eles podem acabar. Pois, ele, coitado, tão vilipendiado, tão abandonado resolveu mostrar que a rebeldia está sempre dentro de todos e que não vai ser por isso que ele vai deixar barato. Que ele vai mostrar que tem personalidade que tem suas escolhas, suas paixões, seus erros e seus acertos. E pobre dela, aquela que teve que abaixar a cabeça, a primavera. E teve que dizer: - É verdade, tinha esquecido que ainda és tu, o senhor que tem todo esse poder, essa capacidade de me dominar.
Vem que eu vou te mostrar. Que eu vou te levar para passear pelo centro hoje a tarde. Pelo passeio público. Vamos visitar aqueles casarões. Aquelas coisas perdidas que nos alfigem. Que nos fazem vergonha. Os raspadores de assoalho vão voltar para casa as cinco e quarenta e três da noite de 24 de junho. Cansados? Que vão fazer?
Vão cantar, vão cantar! “tristeza vai ter fim, felicidade vai ficar”.

quarta-feira, agosto 09, 2006

DAVI

A VIDA PARA DAVI ERA FODA
A VIDA PÁRA DAVI NA FODA
A VIDA VEIO PARA DAVI NUMA FODA
A VIDA DUVIDOU DE DAVI

FOI FODA FAZER FOFOCAS FRÍVOLAS
A DIVA DE DAVI DUVIDOU DA VIDA
E DIVAGOU ALGO DE VIDE DEVIDAMENTE A VIDA

DAVI REVIDOU E DUVIDOU:
VIDA NÃO DEVIDAMENTE
A MENTE DE DAVI MENTIU E DAVI VIU
VIU QUE VIVER ERA VONTADE

DAVI VIVEU A VIDA DEVIDAMENTE
E RECEBEU ÁLCOL NA MENTE
FOI VUDU, TÁ FUDIDO NÃO HÁ DUVIDA
VEDARAM CABEÇA DE DAVI E DEIXARAM ÉTER LÁ

DAVI NUNCA MAIS DUVIDOU E FALOU: -JÁ VI!
Já vi ; Já vi
DAVI DEVIA TER VISTO TUDO
MAS NÃO VIU

NÃO VIU O INJETADOR DE ÉTER

QUANDO VIU O INJETADOR DE ÉTER
LOGO DISSE APONTANDO O DEDO: FOI TU!HESITANTE, DEPOIS DISSE: Nada não! FOI UM DEJÀ-VU!

domingo, julho 09, 2006

Soneto do Inverno (para todos os julhos)

Tua cara torta de grande cheira bosta
É a única voz que altiva se imposta
Através de todos os companheiros
Não consegues vencer os janeiros

Teu sonho único, tua pretensa utopia
De amor e de frio seco me valia
Tua manhã anoitecida é qual velha deflorada
No esplendor dos sessenta e quatro anos

Quatro vezes inverno. Qual socador de pessoas encolhidas
Que nos ônibus agasalhadas na cidade são vomitadas
Para o esplendor do teu ego sertanejo

És sincero. Isso que te fazes não suportável
Consciente de tua frivolidade nada mais é que aquela Criatura
Que não liga em passar a vez, cônscio daquela droga de sensatez!

segunda-feira, junho 05, 2006

Rio de Janeiro 13 de Maio de 1963

Querida Armanda


Não vejo mais nenhuma chance de conseguir te dizer mais mentiras. Resolvi então te escrever essa carta. De uma forma ou de outra. Eu sei que o tempo passa muito rápido e é ele que escorre pelas minhas mãos, pelo meu corpo quando vejo que estou sem você ao meu lado. Eu sei que você não quer mais ouvir todo aquele velho papo disso ou daquilo, mas eu demorei muito tempo para aprender toda a sua técnica. Para decorar todas as tuas diretrizes. Eu sou tão afoita quanto você, mas não vejo chance alguma de te ver um dia mais desesperada que eu. Tudo converge para um grande absurdo sem sentido e eu começo a achar que nem eu tenho controle sobre esse texto. Estou cada vez mais surpreendida por tudo o que está nos acontecendo. Com o que ocorreu entre a gente e isso nem muita importância tem quando estou ao teu lado. É como se toda a melodia do mundo acabasse, todo o absurdo, toda a teoria, tudo o que eu pudesse imaginar derretesse frente ao teu sorriso. Aquele sorriso radiante que me surgiu pela primeira vez há uns anos. Eu que fui falar contigo pela primeira vez e hoje sou eu a primeira a te escrever todas as nossas cartas. Não queria te escrever a lucidez ressentida de um eu te amo, como se fosse a mais equilibrada das criaturas ao te dizer essas coisas. Quero que você sinta toda minha vulnerabilidade, todo o meu desequilíbrio, todo o meu desespero. Esta carta é o meu último ato pensado, sensato ou qualquer coisa assim. Não te surpreendas se um dia vires-me na rua atrás de ti. Se um dia vires-me a cometer algum ato insano ou impensável. Sou eu, sempre a te perseguir, sempre a querer ser tua sombra, ser você, estar com você. Então eu acho que é isso. Em junho talvez eu consiga os papéis que o Jorge estava querendo. Talvez essa seja uma das muitas chances que eu vou ter.
Te amo
Com amor
Helena.

domingo, maio 21, 2006

Soneto do Outono (Para todos os Maios)

Foste tu quando puto o mentiroso
A minha perfeita dicotomia mentia
Sobre o seu suposto céu azul e frio
Uma grande massa polar te seduzia

Então numa noite dura de frio caiu
Em cima de tua cabeça, grande cabeça
Mas depois veio o pior. A tarde que se fez dourada
E tu nem ao menos a contemplaste.

Um tom nem ao menos egoísta, marginal, escatológico
Da manhã mais mágica dos meses, lógico
Foste tu o metal mais frio a me despertar

A água mais gelada a me banhar
O sem senso mais estático a me escrever
A época mais atemporal a existir

Foste tu, eterno putinho...

terça-feira, março 07, 2006

MISSA IN ALBIS

Isso não é um prefácio de um livro ou coisa igual. Achei isso escrito e sei de onde é. É como uma grande poesia:


Um livro nunca é o pleno terror, como uma cidade pode sê-lo; nem o esplendor de um outro ser amado.

É verdade que Sara era doente.

Foi apenas o exagero de uma metáfora corrente, nesses anos todos trazíamos no peito uma planta carnívora, um regicídio e um poeta alcoolizado. Nem mais.

E quem se eu gritar que tinha dezasseis aons, nessas noites, poderá escutar que ela tinha pouco mais que vinte, num país em que são as mulheres que detêm afinal a rédea da compostura e da propriedade, oficiantes do receituário da ordem e da perspectiva?

A voz de Dorotéia não convém, numa luxúria da palavra que me lembra Sara sem ma restituir.

Mais confio em Martim porque ele amava o meu amor por ela.

E Teodoro mente de uma maneira previsível por milhões, em que tudo é provação e felicidade possível.

Ou tomarei eu a fala

Ou Sara.

Confundir é a única regra que convém, segundo o entendimento que tiverdes.

(Missa in Albis ; Maria Velho da Costa; Publicações Dom Quixote)

*******************

Não era eu. Foi só a isenção que pediu e não comportou a exposição...
Esse subjetivsmo é uma piada. (não é)
O riso é um subterfúgio.
O sou ridículo é uma forma de isenção

*******************

Sentemos e Jantemos

sábado, fevereiro 18, 2006

Enxerto

Eu achei isso escrito:
Copiei para esse blog aqui mas modifiquei os nomes. E algumas frases.

Rebeca Del Rio resolveu passar a sua escrita para todos que um dia comprometeram-se com ela. Gonzales está pronto para deixar a música tocar. Num ambiente deveras onírico para deixar a loucura intacta. O sonho nos isenta: Good Morning, podes cantar, mas ó, não te esqueças de uma coisa: o tempo destrói tudo. Não te vanglories dos teus trinta e oito anos de vida. Esta é mais curta do que pensamos.
Não que Rebeca tenha se ressentido do conselho de um futuro suicida. Na verdade ela se ressentiu e para ela foi tão desconfortável viver, que chegara a ponto de colecionar momentos e glórias. Mas falemos de outras coisas. A pobre da personagem ainda não cantou. E como não havia o dançar? A menina dança. Ela ainda dança. Gonzales reparara que uma canção fora feita para ele. Dissera: essa música é minha. Assim como milhões de Gonzales dizem: “essa música é minha.” Essa música era para quem tinha problemas. Matemáticos? Tá, é isso. A supremacia é da razão. Mas voltemos ao que fora escrito há tempos atrás. Ela achou que rimava e verdadeiramente rimava. Ela era uma entidade.

“Um dia eu acordei e vi que ainda tinha os olhos marcados. Fazia calor e a música dizia algo entre intenso e veloz. Pensei no balanço.
Mas bem antes disso algo importante passou e gestos como todos possíveis não valeram.
Depois eu dormi. Depois vi. Não há acompanhamentos. A frase marcou o que seria o ocaso do acaso.
Brinquei de Deus com as palavras. Escondi sutilezas e não tive rumo quando olhei para mim e não me vi. Como é aquilo que o Pessoa diz? Algo de ter os anéis nos dedos e olhar? Princesas e realidades não vividas. Lembro-me que recitaram algo assim e achei bonitinho. Mas não entendi. Até hoje.
Mas antes teve Adriana com seus para quês e seu prestando atenção. Decifrei? Acho que não.
Não vou dizer que não estou triste. Estou, mas alegre também. Alegria sutil. Violência de existir. Outro dia me disseram que o interesse supera o amor. E os “me disseram” que ouvi pouco a pouco foram se tornando vagos.
Ah, desculpe-me, é que eu olho nos olhos das pessoas que eu amo.
Como te dizer que isso não foi tudo? Precisei num momento específico e não tive resposta. Quanta importância depositada para se fazer uma frase daquele tipo. Eu não sabia o que fazer. Senti imensidão do vazio. Por que não solidão? É, isso, solidão. Mas calma, calma, cantei. Solidão é para quem não tem amigos. E por não existir mais sintonia com o mundo, imaginei a diferença. A indiferença também.
Estive louca por alguns meses? O que fizeram da amizade e da ingenuidade? Anulei primaveras e o verão esbofeteou-me como que para acordar-me para o mundo e para o tempo.
Não, não botei a tristeza no colo.
Porque, coitadinho né? Quanta importância conferida, quanta constatação não encarada! Que recepção!! Decepção!?!
Filhinho, isso é viver
“Um dia eu achei que tinha acordado mas ainda estava lendo o livro das mil e uma noites”.
Não foi? Não fooi?
Um dia estive em meio à tulipas congeladas.
Depois estava fazendo o que achava possível.
Minha alegria e meu cansaço eram tão válidos.
Mas ó, vejam só, o número de subterfúgios! Tão desvalidos. É preciso tudo isso? O quanto o pudor e a vergonha pareceram aumentar.
Não valeria a pena ser escrito. Como isso me fez mal.
Fui forte para terminar de ouvir a tempestade. O livro dos dias. ...mas não consigo entender. Que culpa tenho eu? Só porque matei Mary Kulansky em frente ao Gineceu’s?
Não estou bem certa quanto a isso.
Por que tudo isso? Ela não era nada além do que uma pseudo-prostituta-cool-bossa-nova-cult-jazz-dark-indie. Um ser.
A culpa é do Diabo. Frustrado por não existir, resolveu pedir permissão a Ele, o Criador, para existir. E agora tomou o poder.
Satanás ainda convence.
Criei pessoas em laboratório. Quando disse a fórmula, correram.
Distância! Distância!
Êpa, que que tá pegando? Quiquiéisso?
Valho-me de pseudo-pseudos para passar sentidos.
Quem disse que queria o repentino? O gráfico?
Eu que não fui. Foi alguém maior que eu mesmo, alguém Poderoso o bastante. Alguém que já tenha enriquecido.
He, he, realmente tá frio hoje. Não que eu tenha sido mentirosa.
Ah, pai, mas então o que eu fiz? Ser sincero pode ser mentir? Confiar é demais para se lidar? Achei que poderia contar contigo. Isso não foi bom. E é assim que eu prefiro. Por que não? Escrevi músicas e toco-as. Escrever.
Desculpem-me, é que eu estive pensando, depois despensei. Depois descomplica-se. Não foi num dia frio que eu chorei e depois melhorei?
Me enganei?


Outubro de 1995

Pasmei ao ver aquilo retratado. O que era aquilo senão uma nova forma de música? Um acorde?
Que estranho. Não sou narrador, lavo minhas mãos para a loucura... Cada maluco que me aparece. E ponto final.


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Não me lembro de qual blog eu copiei isso, eu tenho que pegar o link de volta. Assim que eu conseguir localizar esse texto nesse blog eu posto o link aqui.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Vie

Todos os arquivos não foram encontrados
O computador está quebrado
Por que as conexões não estão boas?
Por que recebemos uma mensagem vazia?
A aflição está em cada caneta
O anoitecer nunca é demais
Não encontro nenhuma proposta
Tenho planos sinceros e mal intencionados
Os spams são monstros da não-existência
As malas diretas são a porta para o inferno
Amizades tremem frente a sinceridades e realidades obtusas
Esquadros marcam o compasso de uma canção
“E os meus procedimentos, cadê? Minha régua, o meu fichário...?”
Ninguém chora a conta gotas
Solidão é para quem não tem amigos?
Solidão é para quem não tem vontade de deslumbrar o tempo
Faça uma folha e invente uma vida
Peça atenção
Não gagueje frente ao tamanho da vida
Dinheiro é para quem não tem meios
Sedução é para quem existe
Aflição é para quem respira
Os que tem fome e morrem de vontade não têm décimo-terceiro
Têm burner list
They burn their lives
Dizem que quem tem isso morre cedo
Eu não tenho nada a dizer
Mas digo sempre,
And so it is
Stamos em plena década
00’s forever
Pra começar quem vai colar
As tais canções?
Encontrar os arquivos?
Estabelecer conexões?
Destruir spams?
MOI!
Quem vai chorar? DEUS!
HAPPY OLD YEAR!

terça-feira, dezembro 20, 2005

só um verão

20 DE DEZEMBRO
Algo de solstício no ar
Camisa Preta. Estalando de azulidade o céu me recebe. E o holocausto começa. E tudo volta ao estado de guerra. De sujeira e de suor. Quarenta e três graus me saúdam no termômetro da praia e eu olho para mim: CAMISA PRETA!
Sinto um grande calor não humano. Deus resolve ficar grudento e me esquenta até demais. A praia – ainda que suja - me chama e me convida. Mas o horror do labuta me chama. De longe avisto a ponta do morro dos dois irmãos. Copacabana me engana. Ipanema ta longe. O asfalto é uma frigideira que tem bafo quente. O suor é meu. O sol brilha tanto que ninguém se atreve a olhar para fora. Amolecimento interior. Não estou mais em outubro, quanto menos em maio. Não é em janeiro que me distraio. O ventilador sopra um bafo quente e com ele as pessoas na noite de janelas abertas repetirão: -nossa fez calor hoje.
A estupidez de um absurdo e a afronta para com as palavras. Os flamboyants perdem suas pequenas flores vermelhas xexelentinhas. Um anti-outono de verde que assusta.
Não quero isso. Mas tenho que agüentar. E a noite demora para chegar. A tarde se escorrega, para voltar mais cedo no dia seguinte. O dia mais longo do ano está perto e com ele todas essas coisas triviais que falei. Porque não ligo mais para o papo de clichê. Porque assassinaram a minha rebeldia. Porque me mostraram que a subjetividade é que nem um vício. Teus chocolates, teus chocolates pulverizados mandam lembrança e vão para o meio do ano. Fondue de pessoas derretidas com licor de cuspe no asfalto quente da rua. Tristeza estalada e um despertar matinal já ensolarado.
Direi: BEM VINDO VERÃO
E sei que te amo e te odeio. Mas no fundo mesmo eu te amo, e também te odeio. Quando você cinicamente torrar os corpos besuntados na praia, derreterá todos os gizes de cera expostos ao sol. Fritarás ovos no asfalto. Lotarás ônibus para a região oceânica e para a zona sul.
Vai ser na praia da barra verão. O calor vai te matar. Verão.
Vocês que se dignaram a ler isso, mandem mensagens telepáticas a esse verão criminoso, nem um pouco comedido, nem muito comedido. Seu lirismo é uma farsa. Passar janeiro esperando julho. Isso não é real. Happy new year. O natal aqui nada tem de frio. É algo desconfortável ver os papais noéis derretendo na rua. Culpa do verão.
E vem chegando o verão
Com calor no coração
Não demora muito agora
Todas de bundinhas de fora
A música até que é bonita.
Felie Dylon embaixador do verão pop teen carioca, traz o sol particular... MENTIRA!!!!
CALÚNIA!
Uma grande repartição pública, um grande escritório ardendo em chamas invisíveis, com o ventilador psicológico. Nisso que vira esse canto do mundo.
Está aberta a temporada de sofrimento e desespero
Até março temos muito o que conversar....

quarta-feira, novembro 02, 2005

Le spleen de Niterói

Le spleen de Niterói
(Na ausência permanente de leitores, escrevo ao meu mais cínico prazer. Masturbação literária, solitária e retardatária)

"Eu preciso encontrar um lugar legal pra mim dançar" (Jupiter Maçã)

A une heure du matin

A noite nem tão fria de Agosto
Bem que machuca meu rosto
Oferecendo essa frescura gratuita
Numa hora nem tão fortuita

Minha rima mesquinha e forçada
Saiu junto com meu lirismo indizível
E tua mão se uniu a minha, e nada
Nada do que disse foi compreensível

Rimos do lirismo, tu lá e eu cá
Num êxtase inventado, num gozo artificial
Que bem de longe soava muito banal

Tu nem tuberculose tiveste, nem tossiste
Lembro que tinhas rido e disseste:
Está calor! Vamos à praia? E eu falei:
"Tu esqueceste a rima em cima da mesa junto com o baudelaire. O que estás fazendo com meu romantismo cavernoso, negro e depressivo? ( Tu viraste o rosto e seguiste em frente.) A rua estava cheia dos domingos, das velhinhas, dos jovens com pouca roupa. Todos embaixo de um sol que a tudo invadia. As minhas negras noites nas tavernas européias derreteram com o churrasquinho da esquina de casa. Fomos voando e já na praia a minha poesia tomou uma grande vaca. Como a areia estava quente! Tu foste na frente, pensaste que estavas em teu país e tiraste a parte de cima do biquini. - Vou dizer-te a verdade: teus peitos bronzeados e o céu azul não trouxeram a atmosphera cinza, fria e nublada daquele lugar. E os seis brancos, pálidos e cor de leite? Quando vi (vi o quê?), o tédio, a poesia tinham tomado um caldo. Era duas da tarde e passava dos quarenta graus. A água salgada e gelada absurdamente azul me envolveu maliciosamente e disse: Maroto. Daqui tu não sais. E tu já despida estavas quando eu pensei que precisava terminar o verso. Cínica. Tu sumias sempre no teu Verão, de Maio a Outubro eu não te via. E por isso meu SPLEEN nascia nessa época. Nossos verões não coincidiam! Lembro-me que nem tão cedo o rapazola bonito viera te atormentar. Tu só tinhas a mim e vinha surfando num grande cartão-postal das estepes russas. -Il est un pays superbe, un pays de Cocagne. Disseste tu antes de eu voltar a realidade. Reparei que teus cabelos eram curtos mas nem tanto.
(prometemos dançar a polca mais tarde)

O galo não cantou mais
Não se ouvia mais o jazz
Não está calor
Não é verão

Sentado na mesa, eu anacronicamente acordei do sonho com a caneta na mão. Um cachorro latia ao longe. Passava das duas da manhã. Olhei para sua foto e tive ciúme de mim mesmo. Então, para disfarçar, escrevi no final do poema:

-Conquistei o verso branco e livre numa só pergunta infalível :
-Por que tudo isso?

(Gonzales Fernandes, primavera, 2003)

quarta-feira, outubro 12, 2005

A Solidão do Satã

"Para trás de mim, Satanás" (Alice)

Satã só tá tão só
Porque solitário no sotão
"Semem de monte quente
Somente mente Dante"

Dos círculos infernais sofre
A dor eterna, hibernais enxofre
Vós sem voz, você só vem. Vô sem
Para a leitura do loura suja

Alice mestiça atiça
-Alí,tocam-me na missa
Depravada, privada de Deus

Com fome, conforme nela meta
O desespero fálico do Capeta
Falhou. Falou. Leu: "A masturbação do Demo"

-...SPLASH!!!!!!!!!!!!
não mexe
(porra satânica borra o sotão)
QUE TRASH!!!

"No sotão soturno, Satã sente a solidão. Alice foi sua criação. Somente somem idéias. Figuram estampas depravadas. Ele vê Alice na revista pornô e consome o seu prazer sozinho. A verdade é que Alice no país das Maravilhas tem relação maliciosa com o CÃO!"

segunda-feira, setembro 12, 2005

Pourquoi?

Rita Lee foi embora
Desintegração Mutante
(booooooooooooommmm)

-universo em expansão

uni versos de montão

Versarei versátilmente

Agora e Sempre

-Amém